A sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropina e mazindol), drogas usadas em tratamentos para emagrecer que atuam no sistema nervoso central, devem ser proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A única droga para tratamento da obesidade que deve continuar liberada é o orlistate (Xenical), que atua diretamente no intestino.
A medida deve ser tomada por conta de estudos que apontam que o consumo de sibutramina aumenta o risco de problemas cardíacos. A Anvisa já impôs novas regras desde o ano passado e os critérios de venda da droga ficou mais rígido, exigindo receita especial.
Os médicos endocrinologistas que atuam no combate à obesidade acreditam que a medida é radical demais e deve deixar os pacientes sem opção de tratamento, porque o controle da fome e da saciedade ocorre no cérebro.
A Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) se manifestou contrária à proposta da Anvisa de proibir a comercialização de todos os medicamentos usados para perda de peso que atuam no sistema nervoso central. De acordo com a associação médica, a retirada desses produtos da prática clínica no País deve levar o sistema nacional de saúde a um estado de atenção.
Para a entidade, a impossibilidade de controle farmacológico da obesidade com acompanhamento médico acarretará um efeito em cadeia, com a multiplicação dos casos de hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas de coluna, altos níveis de colesterol em triglicérides, incidência de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Até mesmo as cirurgias bariátricas, que apresentam altíssima taxa de mortalidade, na casa dos 2%, devem se tornar mais frequentes sem a opção desses medicamentos, segundo a ABRAN.
De acordo com a associação dos médicos nutrólogos, a proposta de proibição desses medicamentos pela Anvisa é desnecessária.
Para a entidade, a impossibilidade de controle farmacológico da obesidade com acompanhamento médico acarretará um efeito em cadeia, com a multiplicação dos casos de hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas de coluna, altos níveis de colesterol em triglicérides, incidência de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Até mesmo as cirurgias bariátricas, que apresentam altíssima taxa de mortalidade, na casa dos 2%, devem se tornar mais frequentes sem a opção desses medicamentos, segundo a ABRAN.
De acordo com a associação dos médicos nutrólogos, a proposta de proibição desses medicamentos pela Anvisa é desnecessária.
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A moça conta ainda que sentiu o efeito ‘safona’ em seu corpo. “Com a mesma velocidade que emagrece, também se recupera o peso quando para de tomar o remédio. Por isso que desisti de tomar, não compensa. Apesar de ser eficaz, é perigoso”, opinou.
“Eu acho que a proibição é importante, principalmente por conta dor problemas cardíacos que pode causar nas pessoas, independente de idade. Uma vez minha irmã viu um rapaz passando mal em um hospital e o médico disse que era o coração. Ele estava tendo uma crise de arritmia cardíaca por causa dos remédios para emagrecer que ele estava tomando”, disse a jovem.
Alucinógeno Alguns jovens de Maceió chegam a usar os remédios como se fossem drogas alucinógenas. Um rapaz, que não quis se identificar, disse que já chegou a tomar oito comprimidos de uma só vez e misturou com bebida alcoólica. “Eu estava afim de ‘viajar’ e tomei os oito comprimidos de desobese (femproporex) misturado com cerveja e comecei a ver coisas. É muito fácil comprar, muitas farmácias de Maceió não exigem a receita médica”, relatou.
Com a proibição ou não dos remédios, é importante frisar que a melhor forma de manter o corpo saudável é com uma boa alimentação, bem balanceada e com a prática de exercícios físicos. Muitas vezes o caminho mais fácil para o emagrecimento pode trazer problemas sérios.

